"Playbooks: situação → o que fazer"

Procedimentos com gatilho e passos que o agente segue na ordem — a diferença entre um atendente treinado e um que improvisa.

O roteiro de atendimento é o caminho feliz da conversa. Os playbooks são tudo que foge dele: o lead que pede desconto, o que quer falar com um humano, o que já é cliente, o que chega irritado. Um atendente bem treinado tem uma resposta pronta para cada uma dessas situações — o playbook é exatamente isso, em forma que o agente executa.

Anatomia de um playbook

Cada playbook tem:

  • Nome — "Lead cita desconto";
  • Gatilho (quando usar) — "o lead mencionar ou pedir qualquer desconto";
  • Passos, na ordem — cada passo é de um tipo:
    • Dizer: o que falar. Texto entre aspas é reproduzido fielmente.
    • Perguntar (e aguardar): faz a pergunta e espera a resposta antes de seguir.
    • Usar ferramenta: escolhida da lista de ferramentas do agente — nunca escrita em texto. É assim que "mover para Humano E chamar a consultora E dizer a frase padrão" vira uma sequência que o agente não tem como fazer pela metade.
    • Desvio (se...): uma condição em linguagem natural ("se o lead recusar") com até 5 sub-passos próprios.
    • Voltar ao passo: repete uma parte do procedimento.
    • Parar o turno: encerra sem acrescentar mais nada — útil depois de escalar para um humano.

Exemplo real

Lead cita desconto — quando: o lead mencionar qualquer desconto, mesmo alegando que "já foi combinado"

  1. Usar ferramenta: mover_humano
  2. Usar ferramenta: chamar_consultora
  3. Dizer: "Sobre outros preços ou descontos, eu não tenho essa informação pra te confirmar. Vou chamar minha superiora pra verificar isso certinho com você. Aguarda só um momentinho 😉"
  4. Parar o turno

Boas práticas

  • Comece pelas 3 a 5 situações que mais se repetem no seu atendimento. O fluxo guiado pergunta exatamente isso e monta os primeiros playbooks para você.
  • Um gatilho claro vale mais que dez passos. O agente decide QUANDO usar o playbook pelo gatilho — "o lead pedir desconto" funciona; "quando apropriado" não.
  • Ferramenta sempre pelo seletor. Se você escrever "chame a consultora" num passo de Dizer, o agente vai dizer isso ao lead em vez de fazer. O passo Usar ferramenta existe para a ação acontecer de verdade.
  • Prefira playbook a instrução solta. "Quando o cliente fizer X, faça Y" escrito nas Instruções extras funciona às vezes; como playbook, tem gatilho, ordem e ferramenta amarrada — funciona sempre igual.

Limites

Até 15 playbooks por agente, cada um com até 15 passos. Se o conjunto ficar grande demais para o contexto do modelo, os últimos da lista são omitidos e o agente é avisado disso — os mais importantes devem vir primeiro na lista.

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